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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

22
Nov25

213 - Já chega do choradinho do racismo!

Luísa

Não sou, certamente, a única neste país – e não só – totalmente farta de ouvir acusações de racismo e de xenofobia por tudo e por nada, bom, quase sempre por nada. E os dois recentes cartazes do Chega deram, sem dúvida, pano para mangas para os “indignados” do costume.

Ora vamos por partes, a começar pelos ciganos. Sim, não há dúvida de que as leis existem para serem cumpridas por todos e que destacar os ciganos poderá parecer, à primeira vista, discriminatório. Mas só à primeira vista, uma vez que  o problema está na realidade a que assistimos diariamente, pior ainda, que muitos sofrem na pele sem nada poderem fazer a esse respeito.

Por exemplo, as invasões das Urgências, com agressões a tudo e a todos porque “têm o direito” de ser atendidos primeiro. Porquê? Simplesmente por serem ciganos? Ou a cena a que assistimos em que 13 energúmenos atacaram um homem e, ao serem libertados pelo tribunal (!) foram aclamados como heróis pelos familiares que os aguardavam.

Temos também os protestos pela frase “Portugal não é o Bangladesh”, vista como racista e xenófoba. Pois bem, vamos a umas pequenas comparações. O que aconteceria a um grupo de cristãos que decidisse, no Bangladesh, ocupar, sem autorização, uma praça pública para realizar uma missa de Páscoa ou de Natal com o pretexto de não haver um espaço adequado para todos? Pois, aposto que nada de bom!

E se, também no Bangladesh, grupos de brancos ocupassem ruas em pleno centro de uma cidade, impedindo o acesso a lojas, agredindo quem se atrevesse a fazer-lhes frente e assediando as mulheres que por ali passassem? Mais ainda, e se decidissem arranjar emprego como taxistas ou algo similar que exigisse contacto com as pessoas locais, tudo isso sem falarem uma palavra de bengali?

Segue-se o Brasil, que até vai criar uma comissão para combater o racismo e a xenofobia em Portugal! Curiosamente, é rara a semana em que não há um relato de um crime violento cometido por brasileiros, muitos deles assinalados há muito pela polícia do Brasil como sendo criminosos nesse país ou membros de gangues violentos. Que me conste, não vieram a nado para Portugal! Ou seja, passaram todo o tipo de controlos antes de poderem embarcar para cá. Tradução, o serviço de fronteiras do Brasil sabia exatamente quem estava a deixar sair desse país com destino ao nosso – e deixaram-nos vir?

E se estão a pensar que é a nós que compete vigiar quem chega, como é que o podemos fazer devidamente sem termos acesso a dados fundamentais, como o cadastro criminal dessas pessoas? Sem contar que, mal tentamos apertar a malha, somos logo acusados de... racismo e xenofobia, claro está.

Em todos estes casos, não deixa de ser curioso ver que todas essas organizações de defesa disto e daquilo estejam sempre prontas a insultar-nos quando cometemos o grave pecado de barafustar contra comportamentos criminosos de estrangeiros ou das chamadas etnias minoritárias. Pior ainda, todas essas acusações funcionam apenas num sentido, ou seja, para essas mentes “iluminadas” um branco nunca é vítima de racismo, mais ainda, se a questão envolve duas etnias, ignora-se – veja-se o caso de pai e filho ciganos, um ferido e o outro morto num desacato com negros já não sei bem onde, que mal foi citado na comunicação social.

E quanto à criança brasileira que ficou com dois dedos decepados, não é curioso haver já tantos advogados a aparecerem para realizarem acusações formais contra tudo e todos? Mas nos casos que têm sido noticiados em que um grupo agride brutalmente a soco e pontapé um colega não há nada? Pois, é preciso haver a conjugação certa de nacionalidades e cor da pele...

Não seria bem mais útil se todas estas associações trabalhassem para que os que dizem representar se adaptem ao nosso país? Criticando, também, veementemente, os que cometem crimes ou se comportam de um modo que não se coaduna com as nossas leis e costumes. Por exemplo, no caso da organização do Bangladesh, criarem aulas de português e de conhecimento do nosso país e dos nossos hábitos, tradições e costumes. É que, muito francamente, começa a ser cada vez mais inconcebível ter motoristas Uber que não falam português e, pior ainda, condutores de tuk-tuk que, lembro, funcionam como guias, que nada sabem da cidade que estão supostamente a mostrar.

E a Techari, em vez de dizer que “luta contra a discriminação” de que diz que os ciganos são vítimas apenas por o serem, que tal fazer um esforço para garantir que os seus representados agem como cidadãos portugueses respeitadores das leis do país que é o seu? E já chega de falar de programas de inserção na nossa sociedade, todos eles pagos a peso de ouro e totalmente inúteis: ao fim de tantos séculos, ainda não tiveram tempo de se adaptar?

Quanto ao Governo do Brasil, faria bem mais pelo bom acolhimento dos seus cidadãos em Portugal se executasse uma triagem minuciosa sobre quem viaja até cá – nada de criminosos conhecidos, por exemplo. E se, no espírito dessa coisa do “país irmão”, trabalhasse com o nosso para garantir a expulsão rápida de quem tem comportamentos antissociais ou até mesmo criminosos e que levam à revolta dos que não têm outro remédio senão aturá-los e que até são, espanto dos espantos, muitas vezes também brasileiros, mas dos que acatam as nossas leis e se esforçam por ganhar a vida de um modo honesto.

Repito, abaixo o choradinho, está mais do que na altura de lidar a sério com o racismo na sua verdadeira aceção: discriminação com base, única e exclusivamente, na cor da pele, seja ela qual for. Mas tendo o cuidado de analisar as situações, caso a caso, para ver se não há mais nada por detrás delas – é que, pelo menos para mim, um mau comportamento deve ser sempre condenado, venha da parte de quem vier.

Para a semana: Funcionários públicos. Com as greves anunciadas, talvez seja altura de falar desta classe cheia de direitos consagrados

30
Ago24

151 - Livros / Filmes / Séries que gostava que existissem

Luísa

Leio vorazmente e tento ver alguns filmes e séries televisivas, mas deparo-me cada vez mais com um mesmo problema, basicamente, temas sempre iguais e que, infelizmente, pouco ou nada me interessam ou que deixaram de me interessar pela falta de originalidade.

Mais ainda, fica-me a sensação de que, “para não ofender”, muitos escritores e argumentistas evitam tratar assuntos que possam ser polémicos ou que estejam em contracorrente. Limitam-se, pois, a “fazer mais do mesmo” – já repararam na enorme quantidade de novas – e woke – versões de filmes e séries que se fazem atualmente? Em livros estamos um bocadinho melhor, mas não muito, há a imensa preocupação por parte de muitas editoras de ter uma panóplia diversificada de autores e, a avaliar por alguns catálogos, ser “diferente” – ser mulher também conta – e tratar de um terma da moda parecem ser mais importantes do que a qualidade da obra.

Pois bem, aqui ficam algumas sugestões minhas para temas futuros... não que tenha grande esperança em vê-los numa livraria ou num ecrã.

Comecemos.

É tema central ou secundário de inúmeros livros ou filmes / séries  o rapaz que “se sente rapariga” e que vai para a escola de saias e com maquilhagem sendo, por isso, vítima de todo o tipo de agressões, verbais ou físicas, com cenas à mistura dos pais – ou, pelo menos um deles – a tentarem que se interesse por desporto e que troque as bonecas por brinquedos “mais masculinos”.

Mas... imaginemos que o dito rapaz tem uma irmã e que esta detesta todos esses frufrus. Nunca se maquilha, usa simplesmente o cabelo amarrado de um modo prático, só se sente bem de calças, adora desporto e os seus brinquedos favoritos são kits de construção. Pequeno detalhe, sempre se sentiu rapariga, sabe que é rapariga e adora sê-lo.

Que tal vermos a história do ponto de vista dela? Como acham que se sente ao ouvir de todos, professores, psicólogos, comunicação social, que ser mulher é pintar-se e usar vestidos? Que as coisas de que gosta não são próprias de uma rapariga, uma vez que o irmão as detesta porque “se sente rapariga”? Pior ainda, se tentar falar com alguém sobre o que sente, começa imediatamente a levar uma lavagem ao cérebro de que ela é, quase certamente, um rapaz no corpo errado...

Era uma história que eu leria / veria de boa vontade.

Outro tema muito em voga é o racismo, no sentido que lhe dão atualmente, ou seja, brancos contra outras raças. E lá vêm os livros / filmes / séries, ou parte deles, em que alguém de outra raça se muda para um bairro branco e é, no mínimo, ostracizado.

Mas... porque será que nunca vemos nada sobre os inúmeros casos de brancos, muitas vezes idosos sem recursos, cujos bairros foram sendo ocupados por pessoas de outras etnias, o termo da moda, e que são alvo de todo o tipo de pressões, para não falar em ataques e insultos, para que se mudem “porque não queremos brancos aqui”?

Ainda na mesma onda, que tal algo sobre o que se passa com alunos brancos minoritários numa escola, sobretudo em certas zonas das cidades? Ou sobre a vida de uma não cigana que casa com um cigano, tendo de se adaptar totalmente ao seu modo de vida e sabendo que, por muito que faça, será sempre vista como uma intrusa.

Mudando de assunto, temos, também, inúmeras obras sobre o sofrimento psíquico e moral de homens que, sabendo que são homossexuais, casam para “fazer como toda a gente”, têm filhos e um dia decidem anunciar o que são, de facto, tendo problemas com a mulher que não aceita bem toda essa história e que é, por isso intolerante e má.

Só que... é curioso não haver nada, que eu saiba, que conte a história dessas mulheres, que passaram anos num casamento nada entusiasmante, sempre a pensarem se eram elas o problema. Mais ainda, será que voltam a confiar num homem o suficiente para refazerem a sua vida? Quantos meses, anos, passarão a repisar todos os momentos da sua vida em comum para verem se lhes escapou algo, se “deviam ter sabido”, como se ouve muito dizer?

Último “desejo” deste post, a toxicodependência. Não faltam cenas / obras inteiras com a descida aos infernos de um drogado, o que faz para ter uma dose, os seus problemas físicos e psíquicos, etc.

Mas... que tal falarmos da família desse toxicodependente? Da escalada da situação, degenerando, muitas vezes, em roubos e agressões, do sentimento de impotência perante o agravamento do vício, dos problemas financeiros em que ficam para tentarem tratar o seu filho ou filha? É que, quando surgem num livro ou outra obra, são tratados como sendo a principal causa do problema, são vistos como os maus da fita, sobretudo se, após situações mais graves, expulsam o filhote de casa. Então se forem pessoas da classe média, trabalhadoras e decentes, bom, é certo e sabido que a culpa é toda deles.

Haveria muito mais sugestões, claro, sobretudo se incluirmos a moda de dois pesos e duas medidas, também muito querida atualmente. Por exemplo, pais cristãos que não aceitam que o filho seja homossexual, mas nem pensar em falar de um muçulmano na mesma situação... Ou uma rapariga de uma família muito religiosa, leia-se, cristã, que fica grávida e é expulsa de casa, uma sorte bem melhor do que se a família fosse adepta ferrenha do Islão, como provam os inúmeros “crimes de honra” Europa fora.

Finalizando com a atual moda de fazer versões “iluminadas” de contos de fadas e a propósito da nova Branca de Neve – que não é branca e, à revelia da história, não é mais bonita do que a rainha – e pegando no que a atriz que a interpreta disse numa entrevista sobre ela (a Branca de Neve) ser uma mulher moderna e que, por isso, não toma conta da casa dos anões, que tal modernizá-la a sério e pô-la a trabalhar na mina, dando folga, temporária ou permanente, a um dos anões?

Para a semana: “Fake News”. Um assunto cada vez mais falado

23
Jun23

89 - É o racismo, senhores!

Luísa

E aconteceu finalmente! O nosso “estimadíssimo” primeiro-ministro puxou da carta do racismo!

Aqui para nós, eu já andava a estranhar que não o tivesse feito nestes longuíssimos anos dos seus (des)governos. Enfim, aplaudo-lhe a contenção, mas, muito francamente, acho que foi mais por falta de oportunidades. É que sindicatos e, sobretudo, a comunicação social têm sido sempre muito comedidos nas críticas que lhe fazem... isto quando as fazem. Veja-se o que aconteceu nesta situação, não ouvi ninguém a criticá-lo abertamente, quando o faziam nunca se esqueciam de acrescentar algo sobre ter sido provocado, a caricatura ser má... enfim, um monte de desculpas que só se entendem por ser alguém de esquerda.

Só que desta vez, fugiu-lhe mesmo a boca para o populismo. Sim, para o populismo. É que o que está bem na moda é levar tudo para o racismo, ou antes, tudo, não, só quando a situação se processa numa determinada direção. Não acreditam? Vamos a alguns exemplos.

Lembram-se da campanha eleitoral do Obama? Andavam uns supostos repórteres pelas ruas a perguntar às pessoas se iam votar nele. Se um branco dizia que não, vinha logo o comentário cheio de subentendidos de racismo, “É por ser negro, não é?” Porque, evidentemente, a única razão para não votar nele era a cor da pele. Curiosamente, quando faziam a mesma pergunta a um negro e este respondia “No Obama, claro!” ninguém o acusava de racismo.

Aqui passa-se a mesma coisa. Se há uma quezília entre vizinhos e só um deles é branco, lá vem inevitavelmente a queixinha do “não gosta de mim por sou... (acrescentar a raça ou etnia ou o que for).

Os polícias de uma certa área sofrem insultos e agressões contínuas por parte dos não brancos dessa área? Tudo bem, são as condições de vida dessas pessoas decentíssimas. Mas se um dia ripostam, aqui d’el rei, é o racismo da polícia e os factos já não interessam.

Temos cenas ridículas como uma a que assisti às tantas da noite num dos nossos canais televisivos. Mostravam uma operação Stop – penso que era uma sexta-feira ou sábado, as noites da farra – e um dos indivíduos que tinham mandado parar após provocar um embate estava “podre de bêbado”, como se costuma dizer, mal se aguentava de pé. Ainda por cima era do tipo de bêbado agressivo. Pois bem, quando finalmente o prenderam por ter agredido polícias e outras pessoas presentes no local – fora o acidente – é claro que não foi pelo álcool nem pelo seu comportamento... sim, adivinharam, “só me prendem porque sou negro”.

Mas tudo isto é alimentado por uma esquerda que, pelos vistos, sofre de complexos por ser branca e que incentiva todo este tipo de comportamentos, como se tem visto repetidamente ao longo dos anos, sobretudo no que diz respeito a certas comunidades.

Sentem-se muito antirracistas por tomarem estas atitudes, infelizmente não veem que são eles os maiores racistas de todos.

É que quando desculpam o não cumprimento de certas leis do nosso país – como a educação das raparigas – com a etnia ou religião dessas pessoas, no fundo o que estão a dizer é que não são cidadãos como nós. Pior ainda, chamam racista a quem exige que todos se comportem com decência e dentro dos mesmos padrões de convívio, ou seja, a quem defende a verdadeira igualdade.

Há uns anos deram grande destaque a um jovem que dizia que lhe tinham negado a entrada numa discoteca por ser cigano. Bom, a minha primeira dúvida foi logo, perante o aspeto do dito jovem, como é que o segurança sabia? Claro que entrevistaram o pai, o clã todo, vieram os discursos do costume contra o racismo em Portugal, enfim, o circo usual. Como sou curiosa, fiz questão de acompanhar o assunto – e acreditem, não foi fácil. Pois bem, tinham-lhe negado a entrada porque era um frequentador habitual e que provocava sempre lutas e todo o tipo de distúrbios. Mas ei, o importante é que era cigano.

Muito francamente, o termo “racista” sofre atualmente do mesmo descrédito de “fascista” e “nazi”. Basicamente, são todos atirados a esmo a quem ousa pensar por si e não se deixa ir na onda do politicamente correto... perdão, na onda woke, para sermos mais modernos.

Tudo está a atingir as raias do ridículo. Sabiam que uma jornalista inglesa disse,, e estou a parafrasear, ao ver a imagem da varanda da coroação de Carlos III, que a família real era demasiado branca? Ouvimos repetidamente as mesmas queixas em relação aos nossos governos e Assembleia da República, mas nunca se ouve dizer o mesmo em relação a instituições similares de África e da Ásia, por exemplo.

E para concluir, só umas perguntinhas ao “coitadinho” do Sr. Costa.

Depois do modo asqueroso como comentou o discurso de Cavaco Silva, não lhe parece patético vir exigir que o respeitem porque “sou o primeiro-ministro”? Lembro que para além de PM – e sem truques – Cavaco Silva foi também Presidente da República, ou seja, dois níveis acima de si.

Não acha ignóbil falar em respeito depois da cena a que todos assistimos das risadinhas de recreio de infantário protagonizadas pelo supostamente trio do topo da nossa pirâmide institucional contra deputados eleitos pelo povo português?

Sabe, é muito simples. Quer ser respeitado? Pois bem, comece por respeitar os outros, a começar pelo povo português com quem anda a gozar há anos! E deixe-se dessa do racismo, não convence ninguém, nem os mais “antirracistas” e só o tornam em motivo de chacota.

Para semana: Orgulhosamente sós! Pois, parece que esta ideia não morreu com Salazar...

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