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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

27
Dez25

218 - Mais um ano que passou

Luísa

Vou deixar para a próxima semana algumas ideias de melhorias, a nível pessoal e também no que diz respeito à sociedade em que vivemos. Esta semana, e à semelhança do que a comunicação social costuma fazer, irei falar de alguns acontecimentos deste ano que me chamaram mais a atenção, infelizmente sempre pela negativa.

Começo pelo tremendo aumento da criminalidade violenta. Sim, bem sei, é só “perceção”, sempre houve crimes destes no nosso país, enfim, as “aspirinas” do costume. O certo é que é rara a semana em que não se ouça falar de tiroteios na via pública, esfaqueamentos, assaltos à mão armada, enfim, um sem número de ocorrências muito pouco usuais até há bem pouco tempo. Isto para não falar nos muitos casos que não vão parar às estatísticas da Polícia por não haver uma queixa formal – para quê, se há sempre um juiz “bondoso” pronto a libertar os coitadinhos dos supostos criminosos?

Refiro-me, claro, ao assédio na via pública por parte de gangues para roubar a pessoa cercada e muitas outras situações que tornam um inferno a vida de quem tem de passar por certas zonas das nossas cidades. Pior ainda é a reação quando os agressores não são brancos / portugueses, quem se queixa é logo apelidado de tudo e mais alguma coisa. Ou seja, não basta ser agredido e roubado, fora o susto apanhado, nem sequer se pode abrir a boca!

Continuando na mesma onda, foi mais um ano que demonstrou claramente que muitos dos nossos juízes tomam decisões que nos deixam boquiabertos, como deixar em liberdade os 17 marmanjos que atacaram um homem e muitos, mas mesmos muitos casos similares. E não me venham dizer que estavam, apenas, a cumprir a lei, como direi num post futuro, se é só uma questão de ler a lei e sai a sentença, bom, qualquer programa de Inteligência Artificial o faz. Mas se é para a interpretar, aí, sim, seriam precisos juízes humanos a sério.

E não esqueçamos o Tribunal Constitucional que provou novamente, caso ainda houvesse dúvidas, que faz política e não jurisprudência. Mas coitados, merecem uma fatia adicional do Orçamento para terem carrinhos novos... e computadores, dizem eles. Também será um tema a tratar futuramente, o facto de todo o gato-sapato ter direito a carro do Estado, leia-se, pago por todos nós, isto quando não têm, também, direito a motorista.

Outra situação em destaque, também pela negativa, foi o que se passa com o SNS em geral e as Urgências em particular. Só que deve ser também só “perceção”, é que de acordo com o senhor de Belém, “O SNS funciona muito bem”, usando como prova o atendimento que recebeu! As “razões” invocadas são sempre as mesmas, baixos salários, horários longos, enfim, o choradinho usual para explicar o inexplicável.

E lá temos 14 horas de espera numa Urgência, quando não é mais, e isto para doentes graves! Sem falar na inenarrável triagem via Linha Saúde 24, com um número longuíssimo que poucos ou nenhuns sabem de cor, o elevadíssimo número de bebés nascidos em ambulâncias – pelos vistos não ter uma equipa pediátrica completa nas Urgências faz perigar a vida de mãe e filho, mas o parto ser feito por bombeiros não – e a quase impossibilidade de ter uma consulta ou, pior ainda, uma operação em tempo útil.

Já agora, a situação só não é pior porque quem pode – nem que seja com um grande esforço financeiro – frequenta o setor privado, aliviando, assim, um pouco a procura. Imaginem que o BE e similares levavam a deles avante e acabavam com isto e íamos todos parar ao serviço público!

Passando à Comunicação Social, o jornalixo está bem e recomenda-se. Foram tantos os casos que se torna difícil escolher alguns. Um dos mais recentes foi o do assessor da ex-ministra anterior – palavras deles – acusado de pedofilia após uma pesquisa feita nos EUA. Só que... a ex-ministra é a atual ministra e o governo anterior era também de Montenegro e do PSD. Sim, após as eleições ficaram os mesmos em muitos cargos, mas houve uma nova tomada de posse. E não foi por distração jornalística que a notícia tem sido dada nestes termos, foi apenas para não dizerem que o dito criminoso esteve ligado a um governo PS.

Finalmente, a nossa esquerda, que vai de mal a pior, berrando e barafustando como se estivesse no poder, ou perto dele, em vez do que se passa realmente, o seu cada vez maior descalabro. A célebre flotilha foi o exemplo perfeito de como adere a “causas” descabidas.

Estão a ocorrer verdadeiros genocídios por todo o Norte de África, sempre perpetrados contra as minorias cristãs, o mesmo acontecendo na Nigéria e no Norte de Moçambique. Mas tudo bem, nem se fala disso porque “as fontes não são credíveis”. Já os dados do Hamas são totalmente fiáveis e não lhes deixam a menor dúvida. Há fome no Sudão, na Síria e em inúmeros outros lugares? Que importa, não são palestinianos – e continuo à espera de saber afinal quantos alimentos aqueles tão dedicados navegantes iam levar para Gaza...

E quando se trata de censura, bom, despedir aquela senhora Varela é um regresso ao fascismo, mas exigir a extinção do Chega é um ato democrático. Ou seja, cada vez mais a liberdade de expressão só existe para quem os “iluminados” aprovarem. Isto para não falar no silêncio atroador que envolve certas figuras, como a Meloni ou o Milei, porque, contra todas as previsões dos ditos senhores “bem-pensantes”, estão a fazer um bom trabalho só que... são “fascistas”.

Enfim, foi mais um ano para esquecer sob muitos aspetos, poucas coisas boas aconteceram no nosso país – exceto no desporto, em que houve brilharetes em modalidades pouco badaladas, a começar pela patinagem, e, sobretudo, no desporto feminino. Infelizmente, nem sequer é uma questão de “pão e circo”, é que, para além desses resultados não terem tido muito destaque público, os atletas em questão foram pouco (ou nada) incentivados pelo Estado.

E pronto, um post um tanto pessimista, a contrariar a minha muito repetida afirmação de que sou uma otimista nata...

Para a semana: Este vai ser o ano da melhoria! O que podemos fazer para melhorarmos quem somos e a sociedade em que nos inserimos?

06
Set25

204 - Politiquices

Luísa

Face a acontecimentos recentes, decidi alterar o tema desta semana e falar de umas “coisinhas” que me incomodaram, dentro e fora do país.

Começo, como não podia deixar de ser, pelo desastre catastrófico do elevador da Glória. Só o usei uma vez, num dos anos em que fiz turismo em casa, ou seja, em Lisboa, mas passei muitas vezes junto dele, em baixo e no topo, parando sempre para o observar caso estivesse em movimento. Também usei os outros todos, uma vez que fiz questão de “averbar” o máximo possível de coisas a ver e a fazer em Lisboa,

Fiquei chocada com o que vi quando liguei a televisão – já tinha passado cerca de uma hora, penso eu – e, acima de tudo, intrigada, sendo engenheira e sabendo como funciona não conseguia entender o que poderia ter acontecido. É que mesmo que o cabo se quebrasse, a hipótese logo avançada, há sistemas de travagem nas cabinas precisamente para essa eventualidade.

Mas para além do resultado trágico do acidente, há outras coisas que me chocaram nas reações que se seguiram.

A primeira foi a dos sindicatos. Ainda estavam a retirar vítimas do local e já havia um representante sindical a dizer que a culpa era toda de terem entregue a manutenção a uma empresa privada e que nunca teria acontecido se fosse feita pelos trabalhadores da empresa. E não só, ao longo da noite foram surgindo várias declarações dos ditos trabalhadores a afirmarem que a manutenção andava a ser mal feita, as vistorias não eram suficientes, etc.

Para além do tremendo mau gosto de virem com conversas destas quando ainda nem se sabiam ao certo as consequências do acidente e muito menos as suas causas, não acham incrível que todas estas denúncias só surjam quando já não há remédio? É um pouco tipo violência doméstica, depois de alguém morrer não faltam pessoas a virem dizer que sabiam de tudo...

Já agora, terá ocorrido a estes senhores e aos “jornalistas” do costume que se calhar o acidente não teve uma única causa mas um conjunto delas? É o que costuma acontecer quando há casos destes, uma pequena falha leva a outra que leva a outra até ao colapso total.

O segundo cenário que me incomodou foi a pressa de muito boa gente em atirar culpas políticas. Sim, entendo que estamos em plena campanha eleitoral, não a oficial, claro, mas quem liga às datas? Mas atirar as culpas para o Moedas, enfim, não que eu goste dele ou pertença à sua Câmara, não é o caso, mas, muito francamente, não entendo, mesmo que tenha sido ele a assinar o contrato com a dita empresa de manutenção, algo que ainda não vi devidamente explicado, será que um Presidente da Câmara tem de vistoriar pessoalmente tudo e mais alguma coisa?

Pois é, a política obriga a muito, mas nunca pensei ver Chega e PS com o mesmo discurso...

E no caso do PS, é mesmo preciso ter muito descaramento! O então PM responsabilizou-se pelos 66 mortos e tremenda devastação do incêndio de Pedrógão? E tinha bem mais razões para o fazer, muitos dos dirigentes, ou antes, dos supostos dirigentes dos serviços responsáveis pela resolução do problema tinham sido nomeados por ele, mais ainda, o SIRESP não funcionava devidamente porque ele – ou o seu Governo – tinham decidido poupar dinheiro e cortar componentes sem saberem o que faziam.

Pior ainda, muitos ainda estão à espera de receberem os fundos que lhes foram prometidos. Onde está a responsabilização política desse partido?

Citam também muito o que Moedas terá dito aquando do envio para a Rússia dos nomes de manifestantes por parte da Câmara de Lisboa, como se a situação fosse similar. Que eu saiba, a Carris é uma empresa com gestão privada – apesar de ter fundos totalmente públicos. Já uma Câmara está, ou devia estar, sobre a alçada do seu presidente. E que eu saiba o Sr. Medina nada fez, tal como nada aconteceu à pessoa responsável por esse “erro”.

E aquela Sra. Leitão, a que almoçou no Martim Moniz e garantiu que era perfeitamente seguro e que só racistas diziam o contrário, irá responsabilizar-se por todos os crimes que ali aconteçam a turistas ou cidadãos que, fiando-se na sua palavra e nas imagens que viram, por ali circulem?

Não sou ingénua, sei muito bem que na política vale tudo, infelizmente, mas há coisas que me dão a volta ao estômago. E ver o aproveitamento que se está a fazer de uma tragédia é uma delas, desde sindicatos a partidos, tudo com a ajuda, claro está, do “jornalixo” cada vez mais abundante.

E por falar disso, fiquei muito satisfeita ao saber que, sem muitos gastos, posso ter um “navio”. É que se um barco de motores fora de borda passa a “navio venezuelano atacado pelo Trump”, então há esperança para mim.

Mantendo-me nas politiquices internacionais, ficamos a saber que os cortes de ajuda humanitária do Trump, que ainda não entraram em vigor, já foram responsáveis por milhões de mortos por SIDA. E haver um alto dirigente sul-africano a dizer que a cura para a dita está em ter sexo com uma virgem não tem absolutamente nada a ver com isso. Nem o facto de os muitos biliões enviados sobretudo para África para combater a fome, doenças, etc., nunca tenham efeitos visíveis, mas que os líderes destes países, as suas famílias e amigalhaços tenham um nível de vida e de despesas de fazer inveja a muito milionário. Não, a ênfase vai para os cortes e, evidentemente, para o folclore da “flotilha”, de que falarei quando houver mais evoluções nesse ato “corajoso”.

Enfim, enquanto houver politiquices com coisas sérias, será muito difícil conseguir a tal mudança do país e do mundo que muitos dizem querer. Pelo menos não uma mudança positiva.

Para a semana: Falemos de educação. Perante alguns comentários e notícias que li recentemente, é altura de voltar ao assunto.

13
Out23

105 - Israel e quejandos

Luísa

Não é o tema que anunciei para esta semana, mas, devido aos acontecimentos recentes e inesperados no palco internacional decidi adiá-lo uma semana e tratar hoje da questão do Hamas e do seu ataque selvático a Israel. Vamos a isto.

Quando surgiram as notícias do feroz ataque de terroristas – sim, terroristas, deixemo-nos de eufemismos – em solo israelita fiquei admirada com a contenção da comunicação social, a nossa e a estrangeira, mais ainda, com o modo colo relataram massacres, torturas e outros atos selváticos. É que muito francamente, nunca o tinham feito.

Como penso que contei num post anterior, houve uma altura em que havia ataques bombistas, e não só, no mínimo semanalmente naquela parte do mundo e eu, só pelo título, sabia sempre quem tinha morto quem. Por exemplo, a polícia israelita matava dois marmanjos de 17 ou 18 anos que os tinham atacado, saía em grandes letras “Massacre em Israel”. Mas um palestiniano fazia-se explodir num autocarro israelita cheio de crianças a caminho da escola primária, pois bem, tínhamos um muito singelo “Tragédia em Israel”.

Daí a minha enorme surpresa por usarem o termo massacres em relação a atos cometidos pelo Hamas.

Pois... infelizmente, foi sol de pouquíssima dura. Umas meras 24 horas depois entrava-se na “normalidade”. Vamos a alguns exemplos.

Um dos casos principais foi o dos 40 bebés que teriam sido decapitados. É claro que os jornais – e não só – de ontem e de hoje estão cheios de dúvidas sobre se terá acontecido ou se foram só mortos (grande diferença!). Em compensação, todos acreditam piamente na declaração do Hamas de que Israel só está a matar crianças e mulheres... Assim como sempre viram como verdadeiras as imagens – ou até simples relatos, sem provas – de crianças palestinianas supostamente mortas aquando de qualquer ataque israelita. Mas ei, todos sabemos que o Hamas é um movimento de gente honestíssima e boa, totalmente incapaz de mentir!

Também como seria de esperar, desapareceram de quase todos os sítios imagens captadas em direto aquando dos ataques, sobretudo o perpetrado contra os jovens que assistiam a um festival de música pela paz. É que, de acordo com essas doutas almas, podem “criar ou incentivar ódio”. É claro que não há problema nenhum em mostrar atos de retaliação de Israel.

Assisti – parcialmente, perdi a paciência – à entrevista da CM TV a uma jovem palestiniana residente em Portugal, Shahd Wadi, doutorada em estudos femininos (?), que começou por enviar as suas condolências aos familiares de todos os palestinianos mortos, aos que perderam entretanto as casas e aos que estão sem água e sem eletricidade. Já os familiares dos israelitas – e dos muitos estrangeiros – mortos ou desaparecidos não mereceram nada.

E, claro, à semelhança do que continuamos a ouvir há mais de 2 anos em relação à Ucrânia por parte de “especialistas”, Israel vai ter grandes problemas para retaliar, vai ser uma catástrofe, é desta que os palestinianos ganham, etc. Juro que adorava saber onde é que estudaram e o que leem para fundamentarem as suas muito “doutas” opiniões. Penso que tal como os atuais “cientistas” (Novo Dicionário Precisa-se – Parte 2), primeiro chegam a uma conclusão e depois vão à procura de provas que a sustentem.

Temos depois a diferença de tratamento em relação a protestos. Se há um atentado “em nome do Islão” – não é a minha opinião, é o que quem o faz e apoia diz – não se pode dizer nada nem protestar pacificamente, por exemplo, à porta de uma mesquita porque isso incentiva ao ódio e é islamofobia. E se ocorrer algo extremamente inócuo deste género no nosso país chovem protestos de todos os lados, incluindo a Assembleia da República, PM e Belém.

Mas se uma sinagoga for vandalizada, como foi a do Porto, temos um silêncio atroador. Se estou enganada espero que me informem, mas não me lembro de ter ouvido esse senhor Costa e o inenarrável Marcelo criticarem esse ato. E o senhor de Belém, sempre pronto a ir a correr para aqui e para acolá onde há “vítimas” de discriminação, será que já a foi visitar? Pois é... isso podia ofender os amiguinhos do seu grande amigalhaço Costa.

E temos um artigo de hoje do Observador – francamente, só continuo a ser assinante por causa de dois ou três articulistas, muitos dos outros são uma nódoa em termos de ignorância e de facciosismo. É o caso de Marina Ferreira e do seu artigo Deputada do Chega critica manifestação pró-Palestina, mas em 2019 participou na missão diplomática palestiniana. Fabuloso! Só que, lendo a sua diatribe, descobrimos que a deputada em questão, Rita Matias, foi monitora e coordenadora de um campo de férias do Seixal onde participaram 22 jovens palestinianos entre os 12 e os 16 anos. E, como parte das suas funções, participou em várias atividades junto da Missão Diplomática da Palestina. Uau! E isto impede-a de criticar a manifestação de meia dúzia de gatos pingados que ocorreu em Lisboa?

Já agora, podemos aplicar o mesmo critério a esse senhor Ferro Rodrigues que recebeu em 2018, na sua condição de Presidente da Assembleia da República, o chefe ta tal Missão Diplomática da Palestina? É claro que não, é PS e não Chega, por isso, tudo bem.

Como última nota, tenho ouvido a exigência da aplicação das regras da Convenção de Genebra aos combatentes do Hamas. A única explicação possível é que nunca a leram. Porquê? Muito simplesmente porque o Hamas não é o exército oficial de nenhum país, nem sequer da Palestina (e estou a usar país num sentido lato).

Curiosamente, os mesmos que acham que vale tudo em relação a mercenários, sobretudo se lutam do lado “errado” para os donos da verdade, ficam todos indignados se algo acontece a estes senhores a que, com uma dose tremenda de boa vontade, só se pode chamar, no máximo, combatentes armados.

Para semana: O problema da habitação  Vale bem a pena voltar a este assunto, tão pertinente

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