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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

10
Nov23

109 - E haja eleições!

Luísa

Os acontecimentos desta semana levam-me, mais uma vez, a alterar o tema que tinha programado. Mas não podia, de modo algum, nada dizer perante a conjuntura atual.

Em primeiro lugar, não entendo o espanto que alguns mostraram por ministros importantes do (des)governo Costa terem sido indiciados por crimes de corrupção. Muito francamente, a escrita estava há meses na parede e só o mais total sentido de impunidade levou o nosso ex-PM a não se distanciar dos seus amigalhaços e a tentar salvar-se enquanto ainda ia a tempo... bom, talvez, pelos vistos a ferrugem tinha penetrado bem mais fundo do que se pensava.

Para mim, o único espanto foi o Ministério Público ter agido contra nomes chorudos do PS e, milagrosamente, sem fugas de informação! Sim, esse foi sem dúvida um verdadeiro milagre de Natal antecipado.

Gostei, em particular, da descontração desse homem honestíssimo que até mereceu ser o interlocutor do OE com Marcelo, o Sr. Galamba. Mas talvez o haxixe, o tal que é apenas ilegal, tenha algo a ver com isso... Já agora, alguém é capaz de me explicar quem é que esse senhor queria enganar com a camisa aberta e sem gravata, muito à “homem do povo”, mas com fatos de marca?

Passemos agora às opiniões dos vários partidos sobre o futuro imediato.

Para o PS tudo devia continuar como dantes, mudando-se o PM, claro, mas apenas porque ele se tinha demitido apesar de nada ter a ver com nada, como sempre foi, aliás, o seu hábito durante os últimos anos. Propuseram, até, como seu substituto, o SS, sim, o arruaceiro de serviço do partido e que tão “bom” e “isento” serviço tem prestado ao nosso país com presidente da AR.

O PCP e o PAN eram ferozmente contra eleições, apresentando inúmeras razões para essa sua atitude. Só que, cá para mim que ninguém nos ouve, acho que têm é medo de desaparecer de vez, ligados como estão à geringonça.

O BE parece que ainda não entendeu que vai a caminho do fosso e que está, na mente do povo, também totalmente ligado ao Costa e seus muchachos, daí querer eleições. Acho ótimo, com alguma sorte, desaparece também.

Já o PSD queria eleições, ou antes, o Sr. Montenegro era grande fã dessa opção. É que se houvesse um novo governo PS de transição, com eleições só daqui a quase um ano ou mais, já não estaria, certamente no poleiro e lá se ia a sua única oportunidade de ser PM.

O Chega e o IL têm, claro está, tudo a ganhar com nova campanha eleitoral, será mais uma tentativa de se afirmarem no palco político português, a sua atitude foi, pois, totalmente esperada e coerente.

Falemos, agora, da terceira parte desta peça que seria uma farsa se não fosse tão triste a imagem que dá do nosso país, isto para não falar das consequências internacionais e económicas. Refiro-me, claro está, ao senhor de Belém.

Adorei, adorei, adorei, isto para copiar uma frase de Recordações da Casa Amarela. Foi um belíssimo exemplo do “cá se fazem, cá se pagam”.

O dito senhor andou estes anos todos a engolir sapos do Costinha e a aparar-lhe o jogo “pela estabilidade do país”. Pois, valeu bem a pena, num ápice lá se foi tudo isso ao ar e, pelo que pudemos ver, sem o menor aviso prévio.

E de presidente das selfies e das viagens passou, em minutos, a presidente que tem de tomar a decisão mais grave que um PR português pode tomar e que é dissolver ou não a Assembleia da República.

E porque é que citei aquele ditado? Pois bem, lembram-se do governo de Santana Lopes e da sua eliminação pelo outro amigalhaço de Marcelo, o Sr. Sampaio, sem nenhuma razão válida? Sim, sem qualquer razão, acho que o “perigo de instabilidade” não convenceu ninguém, o Sr. Sampaio esteve simplesmente à espera que o PS tivesse um presidente não associado, pelo menos na mente popular, ao caso Casa Pia para avançar para eleições.

E qual foi a reação do então comentador Marcelo? Um aplauso de pé, porque “os portugueses não tinham votado em Santana para PM”. Para além disso me fazer uma certa confusão, que eu saiba o boletim de voto só tem nomes de partidos, há ainda o detalhe de o mesmo Marcelo ter acho ótima a ideia da geringonça, apesar de, aí sim, não termos votado no PS para governar o país.

Mas onde quero chegar é que agora, tantos anos depois, essa sua atitude ressurgiu para o queimar. Se aceitasse um novo governo PS, mesmo de transição, não haveria quem lhe lembrasse, alto e bom som, que “o povo não tinha votado no novo PM”. Alguém acha que o Ventura ficaria calado?

Mesmo assim, tentou fugir com o rabo à seringa, como se costuma dizer, convocando o Conselho de Estado. Atenção, numa situação grave como a que vivemos o dito Conselho deve ser consultado, supostamente é para isso que existe, apesar de a sua composição me fazer imensa confusão... Lídia Jorge?!!! O problema aqui é que Marcelo estava à espera de uma decisão contra eleições e, apesar de esta não ser vinculativa, citaria no seu discurso o respeito pela opinião das sumidades que o constituem, alinhando na não dissolução.

Grande azar, o resultado foi 8-8, teve, pois, de ser ele o único responsável pela decisão. Mesmo assim repare-se que deu o máximo de tempo possível ao PS para pôr a casa em ordem e, ao permitir a votação do OE antes da dissolução, garantiu que o partido culpado da crise pode meter à última hora todo o tipo de benesses no dito de modo a garantir os chamados votos cativos, nomeadamente reformados (do Estado) e funcionários públicos.

Seria mau não ter OE? Possivelmente, mas que tal garantir que a votação na especialidade não introduz modificações de peso? Ou, melhor ainda, exigir um OE mínimo, só com o suficiente para o país funcionar. É que, para além do que disse acima, o próximo governo, seja de que cor venha a ser, começará o seu mandato com o peso de despesas que não são, muito provavelmente, as que gostaria de fazer.

Só duas últimas notas.

Tenho falado várias vezes dos “peritos” e comentadores “profissionais” que nos enchem os ecrãs e que não acertam uma seja em que assunto for. E foi para mim um tremendo prazer vê-los a debaterem-se para tentar defender o indefensável, ou seja, a inocência e honradez dos acusados, e justificar não terem tido a menor suspeita do que iria acontecer. Isto fora os usuais cenários de catástrofe caso a AR fosse dissolvida.

Segundo, será que o Sr. Marcelo nunca ouviu falar de separação de poderes? Refiro-me, claro está, ao que disse sobre desejar que o MP seja rápido a bem da justiça e do bom nome das pessoas. É que se fosse o Zé da Esquina a dizê-lo, tudo bem, era uma opinião válida e justificada pela tremenda morosidade do que passa por justiça no nosso país. Mas vindo da boca do Presidente da República, bom, soa a pressão...

Para semana: Não podemos confundir...  É o que se ouve se há certos protestos, mas nunca se estes forem contra outros alvos

23
Jun23

89 - É o racismo, senhores!

Luísa

E aconteceu finalmente! O nosso “estimadíssimo” primeiro-ministro puxou da carta do racismo!

Aqui para nós, eu já andava a estranhar que não o tivesse feito nestes longuíssimos anos dos seus (des)governos. Enfim, aplaudo-lhe a contenção, mas, muito francamente, acho que foi mais por falta de oportunidades. É que sindicatos e, sobretudo, a comunicação social têm sido sempre muito comedidos nas críticas que lhe fazem... isto quando as fazem. Veja-se o que aconteceu nesta situação, não ouvi ninguém a criticá-lo abertamente, quando o faziam nunca se esqueciam de acrescentar algo sobre ter sido provocado, a caricatura ser má... enfim, um monte de desculpas que só se entendem por ser alguém de esquerda.

Só que desta vez, fugiu-lhe mesmo a boca para o populismo. Sim, para o populismo. É que o que está bem na moda é levar tudo para o racismo, ou antes, tudo, não, só quando a situação se processa numa determinada direção. Não acreditam? Vamos a alguns exemplos.

Lembram-se da campanha eleitoral do Obama? Andavam uns supostos repórteres pelas ruas a perguntar às pessoas se iam votar nele. Se um branco dizia que não, vinha logo o comentário cheio de subentendidos de racismo, “É por ser negro, não é?” Porque, evidentemente, a única razão para não votar nele era a cor da pele. Curiosamente, quando faziam a mesma pergunta a um negro e este respondia “No Obama, claro!” ninguém o acusava de racismo.

Aqui passa-se a mesma coisa. Se há uma quezília entre vizinhos e só um deles é branco, lá vem inevitavelmente a queixinha do “não gosta de mim por sou... (acrescentar a raça ou etnia ou o que for).

Os polícias de uma certa área sofrem insultos e agressões contínuas por parte dos não brancos dessa área? Tudo bem, são as condições de vida dessas pessoas decentíssimas. Mas se um dia ripostam, aqui d’el rei, é o racismo da polícia e os factos já não interessam.

Temos cenas ridículas como uma a que assisti às tantas da noite num dos nossos canais televisivos. Mostravam uma operação Stop – penso que era uma sexta-feira ou sábado, as noites da farra – e um dos indivíduos que tinham mandado parar após provocar um embate estava “podre de bêbado”, como se costuma dizer, mal se aguentava de pé. Ainda por cima era do tipo de bêbado agressivo. Pois bem, quando finalmente o prenderam por ter agredido polícias e outras pessoas presentes no local – fora o acidente – é claro que não foi pelo álcool nem pelo seu comportamento... sim, adivinharam, “só me prendem porque sou negro”.

Mas tudo isto é alimentado por uma esquerda que, pelos vistos, sofre de complexos por ser branca e que incentiva todo este tipo de comportamentos, como se tem visto repetidamente ao longo dos anos, sobretudo no que diz respeito a certas comunidades.

Sentem-se muito antirracistas por tomarem estas atitudes, infelizmente não veem que são eles os maiores racistas de todos.

É que quando desculpam o não cumprimento de certas leis do nosso país – como a educação das raparigas – com a etnia ou religião dessas pessoas, no fundo o que estão a dizer é que não são cidadãos como nós. Pior ainda, chamam racista a quem exige que todos se comportem com decência e dentro dos mesmos padrões de convívio, ou seja, a quem defende a verdadeira igualdade.

Há uns anos deram grande destaque a um jovem que dizia que lhe tinham negado a entrada numa discoteca por ser cigano. Bom, a minha primeira dúvida foi logo, perante o aspeto do dito jovem, como é que o segurança sabia? Claro que entrevistaram o pai, o clã todo, vieram os discursos do costume contra o racismo em Portugal, enfim, o circo usual. Como sou curiosa, fiz questão de acompanhar o assunto – e acreditem, não foi fácil. Pois bem, tinham-lhe negado a entrada porque era um frequentador habitual e que provocava sempre lutas e todo o tipo de distúrbios. Mas ei, o importante é que era cigano.

Muito francamente, o termo “racista” sofre atualmente do mesmo descrédito de “fascista” e “nazi”. Basicamente, são todos atirados a esmo a quem ousa pensar por si e não se deixa ir na onda do politicamente correto... perdão, na onda woke, para sermos mais modernos.

Tudo está a atingir as raias do ridículo. Sabiam que uma jornalista inglesa disse,, e estou a parafrasear, ao ver a imagem da varanda da coroação de Carlos III, que a família real era demasiado branca? Ouvimos repetidamente as mesmas queixas em relação aos nossos governos e Assembleia da República, mas nunca se ouve dizer o mesmo em relação a instituições similares de África e da Ásia, por exemplo.

E para concluir, só umas perguntinhas ao “coitadinho” do Sr. Costa.

Depois do modo asqueroso como comentou o discurso de Cavaco Silva, não lhe parece patético vir exigir que o respeitem porque “sou o primeiro-ministro”? Lembro que para além de PM – e sem truques – Cavaco Silva foi também Presidente da República, ou seja, dois níveis acima de si.

Não acha ignóbil falar em respeito depois da cena a que todos assistimos das risadinhas de recreio de infantário protagonizadas pelo supostamente trio do topo da nossa pirâmide institucional contra deputados eleitos pelo povo português?

Sabe, é muito simples. Quer ser respeitado? Pois bem, comece por respeitar os outros, a começar pelo povo português com quem anda a gozar há anos! E deixe-se dessa do racismo, não convence ninguém, nem os mais “antirracistas” e só o tornam em motivo de chacota.

Para semana: Orgulhosamente sós! Pois, parece que esta ideia não morreu com Salazar...

30
Set22

52 - O respeitinho é muito bonito!

Luísa

Mostrar respeito pelos outros é um conceito cada vez mais na moda, nestes tempos tão woke. Mas será que quem mais o apregoa cumpre o que diz? Mais ainda, porque será que o tal “respeito”, tão badalado, é sempre uma via de sentido único e ainda por cima sempre no mesmo sentido? É o que irei explorar neste post.

Comecemos pela política. Como já referi no post Novo Dicionário precisa-se – Parte 1 (https://luisaopina.blogs.sapo.pt/9-novo-dicionario-precisa-se-parte-4624), estamos sempre a ouvir expressões que indicam, basicamente, que se deve respeitar totalmente a vontade do povo expressa nas urnas – ou, numa versão bem nossa, “o povo é quem mais ordena”. Só que a realidade é bem diferente.

O que realmente querem dizer é “respeitar a vontade do povo desde que esta coincida com o que os Donos da Verdade (DDV) consideram correto.

Veja-se o que se passa atualmente entre a União Europeia e a Hungria, por exemplo. O pretexto para a retenção de fundos europeus é a corrupção, mais especificamente, compadrios em concursos públicos, etc.

Bom, o que nos vale é termos um governo de esquerda, se fosse de direita e houvesse um César com a familota toda em cargos chorudos, lá se ia o nosso rico dinheirinho. Ou se o Sr. Sócrates não fosse PS, com o “emprestador” de 25 milhões de euros a ganhar todos os concursos públicos em que entrava...

Temos também a total falta de respeito que o Sr. Santos Silva e o próprio Sr. Costa demonstram para com o Chega. Goste-se ou não deste partido, a verdade é que é a terceira força política na Assembleia da República, ou seja, foi a escolha de bem mais portugueses do que o PCP e o BE, tão do agrado desses senhores.

Pior ainda, estão sempre a dizer que têm de ser respeitados como “figuras importantes” que são do nosso país, mas que tal começarem eles também a mostrar respeito pela vontade soberana do povo? Ou seja, tornar o “respeito” uma via de dois sentidos?

Mas, infelizmente, esta não é a única área em que se exige que se dê respeito mas não se pede sequer que este seja devolvido.

Veja-se o caso dos imigrantes e minorias em Portugal. Mais uma vez, estamos sempre a ouvir dizer que temos de respeitar os seus costumes. Curiosamente, não incomoda ninguém muitos desses costumes serem contra a nossa Constituição.

Os mesmos que se fartam de berrar a pedir quotas para mulheres em cargos diretivos nada dizem quando as mulheres e raparigas dessas minorias são proibidas de estudar, são obrigadas a casar bem novinhas com quem a família decidir, sofrem mutilação genital, enfim, um sem acabar de atrocidades. Sim, atrocidades.

Mas, estranhamente, nunca se pede, muito menos se exige, que esses imigrantes e minorias respeitem as leis e costumes do nosso país. Pior ainda, quem o faz é logo apelidado de xenófobo e racista. Lembro-me de ver parte de uma entrevista na BBC em que um líder “africano” de um dos bairros mais problemáticos de Londres disse às tantas: “Porque é que eu tenho de cumprir as leis inglesas?” Pois, talvez porque reside em Inglaterra?

Ou seja, mais uma vez, o respeito é uma via de sentido único.

E não são só as minorias. Já ouviram brasileiros residentes há anos em Portugal a criticar o “sotaque” português? Pois, pequeno detalhe, portugueses no Brasil têm sotaque, em Portugal quem o tem são os brasileiros... E já que estamos a falar em respeito, porque é que um português no Brasil só arranja e mantém emprego falando à maneira de lá, mas os brasileiros em Portugal podem falar como muito bem lhes apetece? Não merecemos o mesmo respeito que lhes mostramos no país deles?

Temos também o caso da religião. É ver quem mais se desdobra em mostras de respeito pelo Islão. Tivemos até uma escola que cancelou em cima da hora a festa de Natal por ter recebido dois miúdos de uma família iraniana chegada como refugiada. Pois, temos há que séculos alunos judeus, hindus, sikhs e Testemunhas de Jeová, entre outros, e nunca ninguém se lembrou de cancelar esse tipo de festa para “não ofender”.

Jornalistas, comentadores e muitos outros não se coíbem de criticar tudo o que a Igreja faz, assuntos que, muito francamente, só dizem respeito a crentes praticantes. Talvez seja altura de lembrar que, ao contrário do que se passa com o dito Islão, não há um único país sujeito aos ditames da Igreja Católica – bom, o Vaticano, mas não é exatamente um país “a sério”.

Exigem, por exemplo, que aceite mulheres padres. Já agora, quantas mulheres imãs há? E quanto aos homossexuais, já repararam no que lhes acontece em países muçulmanos? Só condenação à morte...

Vemos com grande aparato figuras políticas graúdas – como o Sr. Marcelo, claro – irem à mesquita na companhia de cardeais e outros e até do rabi local. Mas já alguma vez viram o imã da mesquita de Lisboa numa igreja?

Achamos normal que vedem a entrada da mesquita a não crentes, mas quando, após uma ameaça credível de atentado, se falou em limitar o acesso a Fátima num 13 de maio choveram logo as acusações de fascismo, discriminação, racismo, enfim, os mimos do costume.

Ou seja, também aqui o “respeito” é uma via de sentido único, de todas as outras religiões em direção ao Islão.

Talvez seja mais do que altura de exigir dos tais “outros” o mesmo respeito que lhes temos dado até agora ou, que, pelos menos, nos é exigido que lhes demos.

Para semana: O público é que é bom! Falar em “privado” é como falar no diabo para a nossa bendita esquerda...

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