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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

07
Jun25

191 - Falemos de turismo

Luísa

É um dos temas da moda bramar contra o turismo e todos os males que, de acordo com os atuais bem pensantes, acarreta, da descaracterização das cidades e países aos estragos na natureza... e não só.

A primeira hipocrisia de quem tem esta atitude é o pequeno detalhe de que “turistas são os outros”. Ou seja, lastimam a vinda em massa de turistas para o nosso país mas acham-se no direito de ir fazer turismo nos países deles – lastimam-se, até, se por razões financeiras não o podem fazer e têm de tirar umas muito comezinhas férias em casa – por casa entenda-se país.

Acho isto o cúmulo, é que se quisermos ser lógicos então, se não queremos que nos visitem temos, igualmente, de nos coibir de sair do nosso país. E até seria uma atitude excelente, quantos se gabam de ter percorrido meio mundo mas quando se trata de Portugal mal conhecem a cidade onde vivem, por muito pequena que seja. Sim, muitos dela só conhecem o bairro onde vivem, e às vezes nem isso, os percursos usuais para o trabalho e escolas dos filhos e as lojas onde fazem as suas compras.

Se queremos levar a sério o “abaixo o turismo”, que tal repor uma campanha de há uns anos, “vá para fora cá dentro”? Visitem tudo o que há para ver na vossa cidade e pensem em dedicar as vossas férias a percorrer este nosso país. E não faltarão coisas interessantes para ver e fazer, podemos ser geograficamente pequenos mas em termos de diversidade damos cartas a muitos bem maiores do que nós.

O segundo argumento que me incomoda é o da descaracterização. Não nego que haja muitos locais totalmente virados para os turistas e que de portugueses pouco ou nada têm – eu, por exemplo, quando vou dar um dos meus passeios por Lisboa faço sempre questão de almoçar em locais que me pareçam ser sobretudo frequentados por pessoas da zona.

Mas o que eu acho curioso é que só se fala em descaracterização em termos de turistas, turistas esses que, mesmo os chamados mochileiros, sempre deixam algum dinheiro localmente. Já os milhentos imigrantes que nos invadem, muitos até ilegalmente, esses estão isentos desse pecado. Há zonas das nossas cidades onde não se ouve português e onde as mulheres são assediadas? Cozinha-se nos passeios para venda, muitas vezes à frente de restaurantes que perdem freguesia por as pessoas terem receio de passar ali? Tudo bem, não são turistas.

A questão é que, em vez de se bramar contra o turismo, há medidas que se podem tomar facilmente para minorar alguns dos seus malefícios. Curiosamente, as poucas que são tomadas são recebidas com gritos sobre censura e regresso ao passado e outros mimos similares.

Por exemplo, a medida tomada em certas zonas do Algarve quanto ao modo como os turistas se vestem – ou antes, não se vestem, chegam a andar nus na via pública. Exigir que não circulem desse modo seria, no mínimo, dizer-lhes que têm de respeitar as pessoas da terra que visitam – já agora, devia-se exigir o mesmo a todos, turistas, estrangeiros, portugueses.

Temos, depois, as “lojas de recordações” que pululam por todo o lado. Não concordo com a ideia de as proibir, mas há uma solução bem mais fácil para as obrigar a fechar: inspetores à paisana ou, melhor ainda, pessoas da zona indigitadas para tal. E a sua função seria bem simples, registar o número de clientes diários e se saem com indícios de terem comprado algo. É que, muito francamente, atendendo a que estão sempre às moscas, fica-nos a dúvida: como é que conseguem pagar a renda mensal – que chega a ser de mais de 10 000 euros – mais os impostos e a segurança social dos “milhentos” funcionários que dizem empregar? Uma boa atuação das Finanças após recebidos esses dados e passariam a pulular lojas fechadas ou, esperemos, verdadeiras.

E passamos aos famigerados tuk-tuks. Começo por dizer que não sou contra eles, surgiram em resposta a uma necessidade real. Mas concordo, também, que a situação está descontrolada. Só que, também aqui, não sou a favor da sua proibição, prefiro, de longe, a regularização dos seus serviços.

Ao contrário dos taxistas, os seus condutores têm, também, a função de guias turísticos – ou antes, deviam ter. Sendo assim, para além do licenciamento do veículo, também o motorista teria de passar por vários exames para poder exercer esse ofício.

Primeiro, um exame de português – estamos em Portugal, falar a nossa língua por parte de quem contacta com o público devia ser uma exigência em todos os setores. Depois, o mesmo exame na língua ou línguas em que anunciam os seus percursos – chego a ver alguns tuk-tuks com seis ou mais idiomas no seu cartaz de propaganda e duvido, seriamente, que os dominem o suficiente. Passamos, depois, à parte de guia propriamente dito: conhecimentos gerais da história e cultura portuguesas e, acima de tudo, da zona do seu percurso e dos pontos de interesse que inclui. Suspeito que com a entrada em vigor destas medidas a maior parte desses veículos seriam, pura e simplesmente, arrumados.

Quanto ao ambiente, estou de acordo que se tomem medidas para garantir que não é destruído. Mas atenção, as boas intenções nesta área nem sempre se coadunam com a realidade. Recordo que quando o Nepal passou a exigir que os alpinistas dos Himalaias levassem de volta para as suas terras todo o lixo e equipamento, isso levou à catástrofe económica de muitas aldeias e vilas que viviam sobretudo de aproveitar o que esses estrangeiros deixavam. Ou seja, proteger, sim, mas sem os usuais fanatismos em que acabamos sempre por nos deixarmos levar.

Como nota final, acho curioso que não se fale da verdadeira razão do tremendo aumento de turistas um pouco por todo o lado. É que ao contrário do que os adeptos do miserabilismo apregoam, nunca se viveu tão bem numa boa parte do mundo, com a respetiva apetência pelo lazer. E não nos esqueçamos de que durante muito tempo viajar por prazer era apanágio exclusivo dos ricos.

Para a semana: É desta! Vamos acabar com a burocracia!  Pelo menos é o que nos foi prometido... mais uma vez.

30
Dez22

65 - Resoluções, resoluções...

Luísa

Não consegui resistir à tentação de ser “Maria vai com as outras” e dedicar um post a resoluções de Ano Novo. A diferença é que a maior parte do que digo aqui difere bastante do usual.

Ora vejamos. Mal se aproxima a viragem do ano, muitos de nós começamos a pensar, cheios de entusiasmo, para o ano é que vai ser, farei isto e aquilo, é agora! E a fazer listas cada vez mais longas, mentais ou escritas, do muito que vai mudar na nossa vida.

Infelizmente, essas boas intenções duram quase sempre uns meros dias ou até menos, às vezes no dia 1 já nada fazemos e no dia 2 e seguintes também não porque “falhei um dia, já não vale a pena”.

O post do último domingo do meu outro blogue, Ir para novo, tratava precisamente disso. Chama-se Resoluções de Ano Novo e é um pouco para todos. Resumirei aqui apenas os pontos principais.

Basicamente, um dos grandes problemas das tais listas é serem muitíssimo genéricas. Por exemplo, farei exercício, dar-me-ei melhor com as pessoas, etc. Isto para além de longas. A minha ideia é ter apenas duas resoluções por mês, uma para acrescentar algo à nossa vida, a outra para melhorar um ponto negativo. E sempre tudo muito específico. Ou seja, em vez de “farei exercício”, “darei uma volta a pé ao quarteirão”. E, “deixarei de entrar em cenas com a empregada do café”. No último dia de cada mês, aí vêm mais duas! Ou seja, 24 por ano.

Já agora, podem ser acumuladas... E se, por acaso, nada fez durante todo o mês, não insista, escolha algo novo, se calhar as anteriores não lhe falaram ao coração. Mas não pense no que não fez, a ideia é esta, se chegar ao fim do ano com uma cumprida, bom, é mais do que o usual.

Mas, para além destas resoluções pessoais tão jeitosas – e utópicas – há as outras, as genéricas, que soam sempre bem. Sabem, “um mundo melhor”, mais paz e amor”, enfim, tudo isso.

Mas se pouco ou nada fazemos com as pessoais, estas ainda são piores, nem seque pensamos mais nelas passado o momento do fogo-de-artifício. Mais ainda, se nos perguntarem como, não fazemos a menor ideia... Só que, numa escala bem modesta, podemos realmente contribuir para um mundo e uma sociedade melhores.

Vamos a isto.

Comecemos pelo tema da moda, o ambiente. E não me refiro à histeria das alterações climáticas ou lá o que lhes chamam agora e de exigências “fofinhas” como acabar com os aviões até 2050 – sim, é verdade! Não, refiro-me a algo bem mais modesto e com resultados garantidos.

Por exemplo, apesar de termos melhorado bastante nos últimos anos, ainda somos um país onde se deita muito lixo ao chão, mesmo quando há um caixotinho ali perto. Nas praias e parques, então, nem se fala. Pois aqui está uma boa resolução para 2023 e totalmente realizável: fazer um esforço a sério para não deitar nada para o chão. E se formos a uma praia ou outro local de lazer desse tipo, levar um saquinho para meter o lixo que fizermos. Isto inclui, claro, as “bombas” dos nossos cães...

Se já recicla, parabéns. Se não o faz, bom, é altura de se converter. Mas sabia que pode fazer mais? Ora pense um pouco. É do tipo de querer sempre a última moda em tudo, sobretudo em eletrónica? Já pensou no que acontece a aparelhos que deita fora apenas porque saiu algo novo? Sim, teoricamente são reciclados, mas isso consome energia e nem tudo pode ser reaproveitado. Que tal decidir conter-se um pouco e ficar com o que já tem, desde que funcione bem? Só uns mesinhos... o ambiente agradece.

Passemos à sociedade em geral.

Sei que todos nós temos problemas e que, muitas vezes, andamos na rua embrenhados na nossa vidinha, sem ligarmos ao que nos rodeia, ou antes, a quem nos rodeia. Junte-se a isso a existência cada vez maior de “amigos” virtuais e de contactos apressados via SMS ou similar e temos uma sociedade que não comunica, onde é até um espanto ver alguém a ser simpático com estranhos.

Aqui está uma boa área para resoluções. Por exemplo, fazer um esforço para dizer obrigado a quem nos serve em cafés, lojas, etc. Um sorrisinho a nada obriga e, quem sabe, poderá ajudar quem o recebe a sentir-se um pouco melhor. E por falar em amigos, sim, tem umas centenas no Facebook e isso, mas quando é que contactou pela última vez com os de carne e osso? Resolução, uma tentativa de contacto semanal com alguém de que nada sabe há anos – viável e algo que até poderá ter um desfecho agradável.

Basicamente, tentar não deitar o nosso dia e o dos outros abaixo só porque nos sentimos irritados, cansados, fartos. Em dias de mau tempo, então, é um festival de caras fechadas, ares ofendidos – e não só – por tudo e por nada.

E sabia que um truque bem conhecido para nos sentirmos mais felizes é precisamente fingir que o somos? Pense nisso na próxima vez que lhe apetecer ficar na cama em vez de ir trabalhar e troque o enfado e suspiros por um ar deliberadamente mais alegre – se pensar bem, a sua reação usual costuma ter algum resultado? Aposto que não, exceto entrar num círculo vicioso de esse seu enfado e irritação gerarem ainda mais má disposição... Ou seja, não tem nada a perder se tentar algo novo.

E se é dos que suspira porque “este mundo vai de mal a pior”, meta as mãos na massa. Sim, não irá acabar com a guerra na Ucrânia ou a fome no mundo, mas já pensou em olhar à sua volta e pensar nas muitas instituições que precisam desesperadamente de voluntários, nem que seja uma horinha por semana?

Mais ainda, em termos de política, em vez de se limitar a ficar no café a dizer mal com amigos e conhecidos, que tal informar-se devidamente sobre os assuntos e esquecer o “dizem que”? Sim, não tem o poder decisório de um membro de um Governo, mas, se souber realmente o que se passa, talvez tome decisões melhores quando for altura de votar. Ou, melhor ainda, já pensou que as mudanças podem começar a nível local? Na sua Junta de Freguesia, por exemplo. Sabe como funciona? Os assuntos que irão ser tratados nas reuniões abertas ao público? Em como apresentar sugestões?

Sim, estará a pensar, o que é que isso adianta? Pois é, se todos pensarmos isso, então nada muda, incluindo as generalidades que repetimos, ano após ano, nesta data.

Pois bem, desta vez é mesmo a sério! Comece a mudar o mundo – e a sua vida – um niquinho de cada vez.

Bom, é tudo. Feliz Ano Novo e boas entradas, cheias de boas intenções... para cumprir.

Para semana: Ajudemos a sério. Fala-se muito em ser solidário, mas o que é que isso significa na realidade?

04
Mar22

23 - Os "ambientalistas"

Luísa

Começo por dizer que acho muitíssimo bem que se cuide do ambiente, em todas as suas vertentes. Mas há um pequeno detalhe que cria um verdadeiro abismo entre mim e os chamados movimentos ambientalistas e que é o facto de eu fazer questão de me informar devidamente sobre um assunto antes de desatar a criar pânicos totalmente infundados ou a ter ataques de histeria.

E se acha que os ditos movimentos e associações fazem o mesmo, bom, talvez alguns exemplos ajudem a, no mínimo, criar a dúvida.

O primeiro já tem uns anos, apesar de ter descoberto recentemente, e com grande espanto meu, que ainda anda nos tribunais. Refiro-me à coincineração na fábrica de cimento de Souselas.

Para quem não se lembra do caso, tudo começou com a necessidade cada vez mais premente de eliminar resíduos perigosos. Um dos processos usados para esse fim é precisamente a coincineração, em que esses lixos são queimados como combustível, em conjunto com outros produtos. É usado em vários países, nomeadamente países nórdicos, com a vantagem da eliminação dos ditos resíduos levar também a uma redução da quantidade de combustíveis gastos na produção e de as cinzas poderem ser aproveitadas.

Surgiu a reação, como sempre, com vários argumentos que iam sendo rebatidos, incluindo, até, uma visita a uma unidade, penso que Noruega, onde se realizava com êxito esse processo. Mas as grandes reações vieram quando os nossos ambientalistas “descobriram” as dioxinas.

Vamos aos factos, a coincineração produz realmente dioxinas e estas são perigosas para a saúde. O detalhe que foi sempre excluído das discussões e das muitas manifestações é que todas as queimas as produzem. Ou seja, se tem uma bonita e romântica lareira a lenha, ei, está a produzir dioxinas! Um churrasco também a lenha? Dioxinas!

E esta produção, digamos, doméstica é bem pior porque é feita em geral num espaço pequeno e fechado e sem qualquer tipo de controlo. Mais ainda, a sua quantidade varia com o tipo de lenha – já agora, a de macieira é das que mais dioxinas produz – e com o tipo de contaminação da madeira.

Mas tudo bem, não resultam de coincineração, por isso não fazem mal...

O segundo exemplo tem a ver com as energias renováveis. De acordo com esses movimentos e associações, temos de transitar a alta velocidade para um mundo onde só elas são admitidas. A minha primeira objeção é, claro, que a menos que a população mundial diminua drasticamente e voltemos a um modo de vida bastante primitivo, isto nunca será suficiente.

Mas presumamos que há uma evolução no modo de produção e que passam a bastar às nossas necessidades. Entra aí o meu grande motivo de confusão. É que as ditas energias renováveis são a hídrica, a eólica e a solar. Bom, com três, há muito por onde escolher... ou não.

É que os mesmíssimos movimentos que as exigem são contra a construção de qualquer tipo de barragens porque incomodam a fauna local, destroem uns arbustos, causam isto ou aquilo. São também contra as torres eólicas porque são feias e descaracterizam o ambiente, produzem ruído (obviamente nunca estiveram perto de uma) e matam as avezinhas. E são contra a solar porque os painéis são feios e descaracterizam a paisagem e a sua instalação pode incomodar a fauna local, sobretudo as aves.

Sendo assim, o que resta?

Passamos agora à reciclagem e reaproveitamento. Estou totalmente do lado dos que dizem que se deve reciclar e reaproveitar ao máximo. Mas também aqui entra a tal dualidade que me deixa perplexa.

Por exemplo, papel e cartão reciclado não podem ser usados em embalagens alimentares. Porquê? Será que quem exigiu esta regra tem a mínima noção do processo de reciclagem destes materiais? É que papel e cartão recolhidos são convertidos em pasta de papel a temperaturas elevadíssimas. Ou seja, entre o reciclado e o não reciclado, a diferença está na origem do material usado para o fabrico de pasta de papel. E para quem é tão contra os eucaliptos, não seria lógico apoiarem o uso de material reciclado em tudo?

Temos também a água que sai do último tanque de uma ETAR e que não pode ser usada nem para regar um campo de golfe. Pergunto, mais uma vez, porquê? E a resposta é sempre a mesma, a origem dessa água. Ou seja, as análises feitas e que provam que é água de ótima qualidade não contam para nada. Já agora, será que sabem que para todos os efeitos os rios de onde tiramos a água que acabamos por beber têm peixes e outros animaizinhos? Pensarão que há uns quartinhos de banho no leito desses rios...

E passamos ao último exemplo, agora muito na moda, o abacateiro no Algarve que, ainda ontem ouvi uma “especialista” afirmar, é a cultura que mais água consome. Pena que não seja verdade.

Na realidade, um valor médio de consumo ronda os 5600 metros cúbicos por hectare e por ano. É muito, mas temos 7500 para amendoeiras, 6400 para citrinos e 5500 para figueiras, por exemplo. E os produtores estão sempre a tentar arranjar novos modos de reduzir esse consumo – é que a água custa dinheiro e quem quer ter lucro tem de cortar nos custos. Já agora, uma plantação a sério – não umas arvorezinhas no quintal – tem rega gota a gota e sensores de humidade do solo, precisamente para reduzir ao máximo esse consumo.

É claro que a grande acusação é não ser uma árvore “nativa”. A sério? Ora vejamos alguns exemplos de outras árvores e plantas não nativas mas essas sim muito aplaudidas pelos ambientalistas:

- Alfarrobeira, oliveira e vinha, trazidas pelos fenícios no século XII a.C.

- Loureiro, amoreira, amendoeira e figueira, trazidas pelos gregos.

- Ameixieira, cerejeira, pessegueiro, damasqueiro e ginjeira, trazidas pelos romanos.

E muitas mais.

Pois, ainda bem que esses povos não tinham “ambientalistas”!

 

Para a semana: Problemas e não soluções – é a grande especialidade atual e nisso, somos peritos.

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