36 - A Anulação das Mulheres
Este movimento já tem bastantes anos, mas o seu ritmo tem-se acelerado e de que maneira nos últimos tempos. E, espantosamente do meu ponto de vista, muito disto está a ser impulsionado por pessoas que se dizem “feministas”. Ora vamos lá ver a que me refiro.
Quotas para mulheres em várias profissões, postos de trabalho, etc.
Implementadas recentemente em Portugal, são anunciadas como uma grande vitória para as mulheres. Mas serão mesmo?
A sua base está na constatação de que há poucas mulheres em cargos elevados em empresas, na Assembleia da República, etc. E a justificação dada é sempre a mesma, as mulheres são preteridas por serem simplesmente mulheres, não podem dedicar tanto tempo ao trabalho / política porque têm de cuidar do marido e filhos pequenos... Sim, como disse num post anterior, é incrível como num país com a nossa baixa natalidade todas as mulheres que trabalham têm filhos pequenos a seu cargo.
Ora, na minha opinião, o que realmente se passa é que para as mulheres o trabalho não é o fim das suas vidas. Ou seja, até podem gostar do que fazem, e muito, mas os seus interesses não se resumem a isso. E sabem perfeitamente que quanto mais se sobe numa empresa, menos tempo vago há para as amigas, para outras atividades, enfim, para si.
O mesmo se aplica a escalões mais baixos, muitos homens veem na sua profissão a sua identidade total, tudo o resto é acessório. Para muitas mulheres, o trabalho é apenas um elemento das suas vidas.
Para além do tremendo paternalismo destas medidas, não seria bem melhor estudar a sério a razão desta diferença, perguntando, por exemplo, às mulheres se estão mesmo interessadas em lugares cimeiros. Talvez a resposta espante...
Não digo que não haja discriminação, há-a, certamente. Mas não se cura com quotas, que só dão aquela ideia de “coitadinhas, sozinhas não conseguem”. E a prova de que a correção é feita naturalmente havendo mulheres que pretendam esses lugares e trabalhem para eles está em todo o lado. Veja-se, por exemplo, que a primeira mulher a frequentar o ensino superior em Portugal foi Elisa Augusta da Conceição Andrade, que se matriculou na Politécnica de Lisboa, em Medicina, em 1880. E em 2020 havia 32 179 mulheres em cursos de medicina contra 25 019 homens, tendo quase toda esta evolução decorrido nas últimas décadas.
Ou seja, se as mulheres querem realmente alguma coisa, lutam por ela, a menos que sejam condicionadas, como o estão a ser agora, a acreditar que o mundo está contra elas e que precisam de proteção especial para poderem singrar na vida.
Quanto à política, muito francamente, uma mulher competente e que quer fazer algo pela sociedade, não pensa na Assembleia da República, onde será apenas mais um número e estará sujeita à vontade da cúpula do respetivo partido. Concorrerá, isso sim, a Juntas de Freguesia e Câmaras como independente e é algo que estamos a ver cada vez mais frequentemente.
Transexuais. Comecemos pela educação das criancinhas. Ainda não é tão grave como nos EUA, mas para lá caminhamos a passos largos. Basicamente, o que se houve a rapazes que dizem que se “sentem raparigas” é que gostam de usar vestidos, maquilhagem e penteados giros e de brincar com bonecas. Ou seja, isto passa a ideia de que as mulheres “a sério” – uma palavra muito usada atualmente – são umas desmioladas que só pensam no seu aspeto.
Pelo contrário, se uma rapariga gosta de ciência, de tecnologia, de construir coisas e de brincar com carros, máquinas e isso, bom, então é porque não é uma rapariga mas sim um rapaz num corpo de rapariga. É que como todos sabem, só homens gostam dessas coisas...
Espantosamente, as tais “feministas” ou aprovam esta teoria ou, no mínimo, calam-se, permitindo que toda uma geração cresça com a ideia de que mulheres só gostam de coisas “fofas” e que quem gosta de coisas “sérias” tem ser homem, tenha ou não o corpo de um. Belo feminismo!
Temos também o caso dos quartos de banho em estabelecimentos escolares, que chegou recentemente a Portugal (https://observador.pt/opiniao/se-iscte-um-homem/?utm_source=Newsletters+Observador&utm_campaign=7231355ed3-360_CAMPAIGN_2019_12_11_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_4e99f7d1e5-7231355ed3-184050873). Basicamente, um aluno rapaz – é sempre um rapaz – diz que se sente rapariga e é imediatamente autorizado a frequentar o quarto de banho destas. Curiosamente, este “sentimento” surge em rapazes de 14, 15 anos...
Ninguém quer saber o que as alunas acham disso. E quando há assédio sexual e até violações pelos tais supostos transexuais, a escola tenta abafar tudo e, em muitos casos, acusa até as raparigas de inventarem tudo porque são, claro, está, transfóbicas!
E as “feministas” no meio disto tudo? Caladas, caladíssimas.
Temos também a cada vez maior ocupação do desporto feminino por homens que dizem estar no início da transição para mulheres – caso curiosos, estão sempre no início. Tivemos a Lia Thomas (procurem na Internet, há inúmeros artigos, fotos, etc., incluindo a polémica de a NBC ter “suavizado” fotos para que parecesse menos masculina) e, recentemente, uma prova de ciclismo (https://www.outkick.com/transgender-women-cyclists-kiss-after-taking-1st-and-2nd-while-3rd-place-biological-female-cares-for-baby/ ).
Com estes homens – e são mesmo homens, se estão no início da transição, isto supondo que até o estão a fazer, então nada têm de mulheres – a competirem, as mulheres não têm qualquer hipótese. É que há uma razão para os valores das provas masculinas serem diferentes das masculinas.
Mas tudo bem, transexuais são mais importantes do que mulheres...
Já agora, repararam que na chamada Pride Parade as lésbicas quase desapareceram, a ênfase está toda em homossexuais homens, sobretudo se são travestis, e em transexuais?
Últimas notas.
Espanha avançou com a licença menstrual para mulheres que sofrem durante esse período. Foi apregoado como uma grande vitória feminista, mas será mesmo? Para começar, quanto apostam que o número de sofredoras dispara? Mais ainda, isso não “cheira” ao antigamente, em que se evitava o contacto com uma mulher menstruada. E, muito curiosamente, tem uma forte influência do Islão (https://islammessage.org/pt/article/11074/Coisas-Proibidas-%C3%A0-Mulher-Durante-a-Menstrua%C3%A7%C3%A3o-e-o-P%C3%B3s-Parto ). Ou seja, se, de acordo com a teoria vigente das “feministas” as mulheres já são discriminadas no emprego pelo facto de o serem, imaginem como será agora, com o empregador a arriscar-se a ficar sem a funcionária durante 3 dias todos os meses? Como disse alguém, vai ser ótimo para mulheres mais idosas, passarão a arranjar emprego mais facilmente...
A última nota é algo que também de Espanha, nomeadamente do País Basco, para que seja aprovada legislação para que todas as casas novas sejam casas feministas (https://observador.pt/2022/03/07/suites-proibidas-e-cozinhas-sempre-em-open-space-a-nova-casa-feminista-avanca-no-pais-basco-e-em-valencia/?utm_source=Newsletters+Observador&utm_campaign=f01320618e-360_CAMPAIGN_2019_12_11_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_4e99f7d1e5-f01320618e-184050873 ).
Entre outros mimos, proibição de suítes, porque promovem uma hierarquização. Os quartos têm de ser todos iguais e os quartos de banho têm de poder ser frequentados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
E é com disparates destes que se promove a mulher? Ou será que a intenção é provar mesmo aos mais céticos de que as mulheres são umas tontas e que não podem ter controlo sobre nada importante?
Para a semana: Jovens – as hipocrisias do modo como lidamos com os jovens.
