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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

10
Jan26

220 - Presidenciais, SNS e não só

Luísa

Com o início da campanha para as eleições presidenciais – quem diria que foi só agora! – achei que seria uma boa altura para falar um pouco disso, até porque para a semana temos o “dia de reflexão”, algo que nunca entendi, diga-se de passagem, muito menos havendo a possibilidade de votar antecipadamente, ou seja, em plena campanha eleitoral, e numa época de redes sociais impossíveis de controlar.

Começo, claro, pelo boletim de voto e o célebre caso dos 3 candidatos que não deviam lá estar. Fui ler sobre o assunto e, espanto dos espantos, parece que a culpa até nem é totalmente da CNE. É que o prazo para os rejeitados apresentarem recurso acabava a 2 de janeiro e a partir do dia 5 os boletins tinham de estar prontos. Pior ainda, esses prazos estão definidos na lei eleitoral!

É claro que dava tempo, acho eu e muito boa gente, mas a CNE não deve ter querido ser acusada de não ter os boletins prontos a tempo e horas, isto caso houvesse algum imprevisto – ou uma greve...

Analisando este caso, primeiro, acho totalmente absurdo haver tantos prolongamentos de prazos e recursos numa coisa tão simples: ou têm as assinaturas até à data anunciada ou não têm. Segundo, quem é que teve a brilhante ideia de pôr estes prazos tão apertados na lei eleitoral?

Fica-me, também, uma dúvida: o que é que a CNE tenciona fazer quanto ao ato eleitoral? Vai pôr à porta dos locais de voto um cartaz com os nomes desses 3 e a indicação de que não são candidatos? Enviaram essa informação nos envelopes do voto por antecipação? Não sei bem porquê mas suspeito que nada fizeram ou farão. Não que haja a hipótese de esses “candidatos” terem, à partida, muitos votos, mas há sempre o perigo de haver quem vote neles como forma de protesto. Sem contar que aposto que os ditos irão querer saber quantos votos tiveram numa eleição onde nem era suposto estarem.

Não sou vidente, mas antevejo um futuro próximo cheio de protestos, recursos e contestação de resultados.

Passando aos candidatos em si, das poucas vezes em que me dou ao trabalho de os ouvir fico na dúvida sobre o cargo a que se estão a candidatar. Será que leram a Constituição e estão a par dos poderes, ou falta deles, do nosso Presidente da República? Digo isto porque tenho ouvido vários deles a dizerem, “se for eleito, faço isto e aquilo”, referindo-se, por exemplo, à habitação, saúde, etc.

Ora a verdade é que não farão nada disso, nem sequer por falta de vontade, mas, muito simplesmente, porque o seu papel se limita à promulgação ou não de leis feitas pelo Governo e Assembleia da República. Seria bem mais honesto dizerem que iriam deixar o Governo governar e, acima de tudo, que não poriam as suas convicções políticas e pessoais à revelia da vontade dos eleitores. E se afirmarem que só farão as viagens estritamente necessárias à promoção do bom nome e interesses de Portugal, bom, conquistavam logo bastantes votos!

Passemos agora ao SNS e à triste notícia – mais uma – de três idosos que morreram à espera do INEM. A desculpa dada é sempre a mesma, a falta de uma ambulância disponível porque ficam retidas imenso tempo nos hospitais. E sim, é bem verdade, quem vai às Urgências vê-as paradas e o respetivo pessoal sem nada fazer, lá dentro, simplesmente à espera de terem de volta a maca em que transportaram alguém para aqueles serviços.

A questão é que isto já acontece há anos e a solução não passa por comprar mais ambulâncias – sim, fazem falta, mas ou temos milhares delas ou isto irá continuar a acontecer. Não seria bem mais lógico – e rápido – os hospitais adquirirem um stock de macas que armazenariam para serem usadas em alturas de grande afluência às Urgências? Assim, a ambulância chegava, faziam a triagem e o paciente era logo mudado para uma maca do hospital, libertando a ambulância para ir atender nova chamada.

Pequeno aparte, os célebres 4 milhões de euros das gémeas, para quantas macas dariam? Aposto que ainda sobrava para algumas ambulâncias...

Mas nem é isto que mais me indigna. Num dos casos, o senhor esteve três horas à espera, houve vários telefonemas do filho e acabou por falecer sem que tivesse aparecido alguém porque “não havia uma ambulância disponível”. E carro do INEM, também não? Porque não enviaram alguém, mesmo sem ambulância, para avaliar a situação e fazer alguma coisa? Podia ser, até, que o paciente pudesse ser levado para o hospital num carro normal, acompanhado por um elemento do INEM.

Só que, pelos vistos, também aqui se aplica o tudo ou nada de que já falei em O país do tudo ou nada. Ou seja, se não há uma ambulância para o serviço, não se faz nada e deixa-se a pessoa morrer ao desamparo – e nem pensar em sugerir a ida numa viatura normal, é que isso “não seria seguro” para o paciente.

Para terminar, falemos da Mortágua (a Mariana, não a sua maninha). Segundo li, vai passar a ter uma coluna no jornal O Público. Ou seja, a dita “senhora” fez o milagre de transformar 20 deputados em apenas 1, andou a passear-se com a namorada pelo Mediterrâneo num cruzeiro pago pelo maior financiador do Hamas, agora preso em Itália, e devemos pôr-nos em sentido para ouvir as suas tão doutas opiniões? Pois é, quando se pensa que o jornalixo não pode descer mais...

Para a semana: Venezuela e similares O Maduro merece a proteção do Direito Internacional mas os venezuelanos não? E os iranianos?

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