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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

Luísa Opina

03
Jan26

219 - Este vai ser o ano da melhoria

Luísa

Apesar das notícias bombásticas de hoje, com a detenção do Maduro por forças dos EUA, não irei comentar esse assunto, apesar de me ter divertido imenso a ouvir os muitos “comentadores” chamados à pressa para, como seres iluminados que são, nos “elucidarem” sobre o assunto.

Não, vou manter-me fiel ao tema proposto e falar deste novo ano que ainda mal começou, mas sob o prisma do que podemos fazer, pessoalmente, para melhorar a sociedade em que vivemos. Ou seja, uma espécie de resoluções de Ano Novo, mas não apenas em termos de algo que desejamos para nós.

Com eleições à porta e debates, sondagens e comentários por todo o lado, a primeira terá de ser, claro, ir votar. Mas como vai ser o tema da próxima semana limito-me a dizer agora que sempre achei que se quero protestar e refilar contra os nossos eleitos, então tenho de fazer a minha parte: ir às urnas!

Mas mantendo de certo modo este tema, que tal decidirmos ser um pouco mais participativos politicamente durante este ano? Por exemplo, consultar as páginas da Câmara e Junta de Freguesia da zona onde vivemos, ver que projetos estão na calha, dar sugestões de melhorias para os que já existem, enfim, contribuir um pouco, em que seja apenas com a nossa opinião.

Sei que já estão a pensar, “de que serve fazê-lo?” Pois, se for só uma pessoa, talvez não haja grandes resultados. Mas se formos mais, então é bem capaz de haver algumas mudanças. Ou seja, não basta ficar na mesa do café a dizer mal e a criticar, fale-se, isso sim, onde a nossa voz poderá contar.

Muitos desses sites de Câmaras e Juntas de Freguesia até são muito bons e informativos a todos os níveis, inclusive o turístico, mas, caso os das da sua zona não o sejam, proponha melhorias, sugira alterações. E se souber do assunto e a sua Junta não tiver grandes recursos, bom, que tal propor-se para os ajudar?

Se tem filhos em idade escolar, eis outra área em que pode ser muito mais participativo. Sabe o que lhes é ensinado nas várias cadeiras? Já desfolhou – ou leu – os manuais e livros de exercícios por onde estudam? Muitas das parvoíces woke têm alastrado no nosso ensino, e não só, precisamente porque os seus adeptos sabem que podem contar com a inércia dos encarregados de educação para espalharem a sua endoutrinação sem qualquer tipo de oposição.

Atenção, não estou, de modo algum, a sugerir que vá à escola “partir a louça toda”, digo, apenas, que é sempre boa ideia sabermos o que andam a meter na cabeça dos filhotes em estabelecimentos oficiais – sim, bem basta a Internet e os amigos, que só muito dificilmente podemos controlar.

Preste, também, atenção aos temas da moda. O clima continua a ser muito popular, pelo menos para debitar as mesmas frases feitas que ouvimos sabe-se lá há quantos anos. Mas esqueça todo esse folclore, informe-se, isso sim, junto de fontes credíveis – aposto que terá várias surpresas, por exemplo, sabia que o gelo da Antártica, o tal que estava a desaparecer, está a repor-se com imensa rapidez e ninguém entende porquê? Faça o mesmo em geopolítica, Palestina, judeus e palestinianos, por exemplo.

E sabe qual é a enorme vantagem de estar bem informado? Os tais que preferem o folclore e que se limitam a debitar slogans odeiam que alguém responda aos seus clichés com factos e números. Resultado, deixarão de o sujeitar à sua algaraviada!

Passemos agora às pessoas. Sim, numa sociedade perfeita haveria apoios para todos, ninguém estaria só e muito menos desamparado. Mas se estamos à espera que isso se concretize só por si, então bem podemos arranjar um cadeirão ultra confortável que nos dure anos e anos! Sendo assim, porque não ir fazendo alguma coisa?

Sabe quantas organizações existem na sua zona para apoio a idosos, sem-abrigo, doentes em casa? Tem alguma ideia de quantas pessoas no seu bairro, no seu prédio, até, vivem sós e sem grande capacidade para realizar as tarefas do dia-a-dia, como compras, por exemplo? Sabe a quem se destinam os alimentos em fim de prazo do supermercado que frequenta?

Tenho defendido, em vários posts neste blogue e no outro, Ir para Novo, a ideia de fazer voluntariado em todas as idades. E até nem é muito difícil. Por exemplo, muitos centros paroquiais oferecem aulas de vários tipos e, até, acompanhamento de alunos que não podem pagar explicações.

Muitas Juntas de Freguesia oferecem, também, vários serviços de apoio e de formação – e se não os tiverem, que tal propor algo dentro da sua área profissional ou de lazer? O mesmo se passa com clubes desportivos pequenos que estão sempre a precisar de ajuda com as camadas infantis e juvenis.

Se começar a olhar à sua volta, vai ver que a dificuldade estará na escolha, face a tantas e diversas oportunidades de contribuir para uma sociedade melhor e, expressão muito na moda mas que não deixa, por isso, de ser verdadeira, muito mais solidária.

Basicamente, não avançar por 2026 alheio a tudo e a todos, concentrando-se, apenas, no seu umbigo, como se costuma dizer. Tentar, isso sim, conhecer melhor o local onde vive e as pessoas que ali habitam, as suas necessidades e os seus anseios, e ver se pode fazer alguma coisa, por muito pequena que seja, para minorar umas e concretizar os outros.

Recorrendo a mais um cliché, também ele bem verdadeiro, “nenhum homem é uma ilha”. E já é mais do que altura de tentarmos formar, no mínimo um arquipélago em vez de gastarmos todo o nosso fôlego e forças a criticar e a dizer, suspirando, “Era bom que isto ou aquilo se realizasse...”

Pois bem, não suspire, faça!

Para a semana: As Presidenciais! Para não ferir o “dia da reflexão”, antecipo uma semana este tema

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