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Luísa Opina

Neste blogue comentarei temas genéricos da nossa sociedade. Haverá um novo texto todas as sextas-feiras

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Luísa Opina

13
Dez25

216 - E o caricato continua

Luísa

Primeiro, uma pequena explicação sobre o termo “caricato”. Bem sei que significa risível, ridículo e outros termos similares, mas ultimamente tenho-o aplicado a situações e casos em que, muito francamente, nem sei se hei de rir ou chorar.

Comecemos pelo concerto Juntos por Gaza, realizado para angariar fundos para a UNRWA, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina – sabem aqueles senhores que ajudaram o Hamas a esconder reféns e que tudo têm feito para ajudar esse bando terrorista. Mas o caricato não se fica, infelizmente, por aqui.

Será que todos esses cantores e outros apoiantes já se esqueceram de como tudo começou? Pois bem, foi precisamente com um ataque a um concerto pela paz a que assistiam inúmeros estrangeiros pró-palestinianos, o que não os poupou a serem mortos, raptados e, no caso de muitas raparigas, violadas, mortas e terem depois membros desse povo que tanto protegem a cuspir-lhes e a urinar-lhes em cima.

Passando a outro assunto, falemos do cancelamento da festa de Natal em muitas escolas para “não excluir ninguém”. Curioso, sempre houve alunos judeus e testemunhas de Jeová e isso nunca levou a esse cancelamento. Mas agora, com a invasão das crias dos praticantes da “religião da paz e da tolerância”, pronto, aqui estamos nós a mostrar “respeito”. Até a foto de Natal das criancinhas nas escolas passou a ter um cenário neutro – nesse caso, porque lhe chamam “foto do Natal” e porque é tirada nesta época?

Mais uma vez, não deixa de ser curioso que esse respeito só funcione num sentido. Por toda a Europa há Mercados de Natal cancelados ou rodeados de altíssimas medidas de segurança devido a ameaças feitas por esses tais elementos tão pacíficos – e não me digam que são uma minoria, se o fossem as mesquitas que pululam em todos esses países teriam criticado essas ameaças.

E no nosso caso, será que o pessoal que ocupou toda a Praça Martim Moniz e respetivas ruas para rezar no fim do Ramadão, sem ter pedido autorização para tal, se preocupou com a hipótese de poder ofender quem não é muçulmano?

Passando ao senhor de Belém que, felizmente, está de saída, voltámos a ouvir os seus elogios ao SNS aquando do seu mais recente internamento. Pelos vistos nunca resiste a ser caricato! É que, muito francamente, será que contactou – ou contactaram por ele – a Linha Saúde 24 para fazer a triagem telefónica? E quando chegou ao hospital, fez triagem, recebeu a respetiva pulseira e ficou a aguardar na sala de espera? Pois... é claro que não, nem isso seria de esperar quando se trata do Presidente da República, seja ele quem for. Mas tudo bem, o nosso SNS funciona lindamente, diz ele e dizem outros VIP como ele.

Tivemos, também, recentemente, o caso do gato do Chega que terá sido castrado na sede do partido e não numa clínica – curioso ter sido divulgado agora quando aconteceu há quatro anos... Fartei-me de ouvir veterinários a falarem com um ar muito douto dos perigos que uma intervenção dessas acarreta para o animal se não for feita numa clínica veterinária.

Ou seja, uma grávida pode dar à luz numa ambulância, no carro da família ou até na rua, como aconteceu recentemente, mas um gato não pode ser esterilizado em casa? Já agora, será que esses senhores veterinários têm algum conhecimento real do que se passa nas nossas zonas rurais? Ou acham que quando é preciso castrar um porco, por exemplo, o seu dono o mete, carinhosamente, num veículo para o levar a um veterinário, muitas vezes a uns bons quilómetro dali? E já agora, os galos também não podem ser capados em casa?

Passemos à Assembleia da República. Tinha planeado falar apenas da enorme indignação de uma deputada do BE por um deputado do Chega lhe ter mandado um beijinho de longe. Muito francamente, é caricato, atendendo, sobretudo, a que isso vem de um partido que está contra a proibição da burca, esse símbolo supremo da opressão feminina, digam elas o que disserem. Mais ainda, um partido que chama todo o tipo de nomes a mulheres que dizem ter receio de andar em certas zonas de Lisboa e de outras cidades porque são assediadas por imigrantes da religião que bem sabemos.

Mas como se isso não bastasse, a sua até à bem poucos dias líder, a maninha da flotilha, fez um gesto obsceno quando falava um deputado do CDS. Pior ainda, quando, perante as inúmeras passagens dessa cena nas TVs e redes sociais, decidiu dizer algo sobre o assunto, a sua “desculpa” é ser um gesto muito usado em concertos rock. Bom, pelo menos ficamos a saber o que acha que é a nossa AR! Quanto ao partido dela, o das queixas e queixinhas por tudo e por nada, bom, remeteu-se ao silêncio.

Finalmente, a greve “geral”. Já repararam que as centrais sindicais adoram este termo, só que, na realidade, é sempre e apenas uma greve do setor público, o privado está demasiado ocupado a trabalhar para lhes pagar os salários e as muitas ajudas de custo e subsídios que recebem? Mas o mais caricato foi ouvir falar do êxito da dita greve no setor da saúde, isto na mesma altura em que era anunciado o adiamento, mais uma vez, de cirurgias e tratamentos programados para fazer frente à época da gripe que se antevê ser feroz este ano.

Pois é, chamar caricato a tudo isto é pouco!

Para a semana: Celebremos o Natal. Mesmo quem não é religioso, leia-se, cristão, devia celebrar, à sua maneira, esta quadra festiva.

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